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Quero parar de fumar e agora?


Somos um país de 26 milhões de ex-fumantes, maior que o percentual de fumantes. Mesmo assim, ainda há uma grande parcela que tem o hábito de fumar. Se você faz parte deste grupo, UMA preparou um guia especial para ajudá-lo, com dicas de especialistas e depoimentos de quem já venceu essa batalha.


Por Cláudia Ramos


Onde procurar ajuda

 Instituto Nacional do Câncer: http://www.inca.gov.br/tabagismo/

 Hospital Sírio-Libanês: http://www.hospitalsiriolibanes.org.br/

 Hospital Oswaldo Cruz: http://www.hospitalalemao.org.br/haoc/

 Hospital Einstein: http://www.einstein.br/Paginas/Principal.aspx

 Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU - USP): http://www.tabagismo.hu.usp.br/hospital.htm

 Há tratamentos gratuitos oferecidos em unidades das Secretarias Municipais de Saúde. Os telefones de contato são: 156 (São Paulo); 21 3523-4925 (Rio de Janeiro); e 0800-6440041 (Curitiba).

(Fonte: Dr. Daniel Deheinzelin, do Hospital Sírio-Libanês, e Secretarias Municipais de Saúde)

Mas sempre é bom reforçar que todos esses tratamentos devem ser feitos com o acompanhamento médico, jamais sozinho ou usando medicamento de conhecidos. Os repositores de nicotina atuam "enganando" o cérebro, e têm a dose diminuída aos poucos, de acordo com orientação de um especialista. "A ideia é receber a nicotina sem fumar. Só precisa mudar o comportamento e eliminar aqueles hábitos que o ligam ao cigarro", explica Deheinzelin. A reposição é feita de forma estudada e gradativa, até o momento em que a pessoa não precisa mais. Um dia, por exemplo, ela pode se esquecer de colocar o adesivo - que precisa ser trocado a cada 24h - ou de mascar o chiclete, e, mesmo assim, não sentir a menor falta de fumar. Nos Estados Unidos, uma vacina contra o tabagismo está sendo testada, mas ainda não há estudos clínicos conhecidos a respeito dos efeitos.

A associação com a terapia ajuda a mudar os hábitos, questão fundamental para o fumante. Segundo a psicóloga, é preciso identificar e mudar algumas rotinas que se tem em função do cigarro. Por exemplo, se a pessoa sempre fuma quando termina de almoçar, tem de ter uma atitude diferente, como mascar uma goma ou sair logo da mesa. "É importante visualizar situações que chamamos de gatilho de risco, idêntico ao que acontece com os outros dependentes, como os de maconha, cocaína e álcool. São as situações que levam o usuário a buscar a droga, no caso o cigarro", comenta. O cigarro entra como o "companheiro" que traz a falsa sensação de alívio.

 

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