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Pílula do dia seguinte: a solução perfeita?


A medicação, além de já ter sido muito criticada, traz uma série de mitos que assombram a vida das mulheres desprevenidas. A nal, o que é verdade e o que é mentira em relação ao tema?


Por Inaiá Correia

Como funciona a pílula do dia seguinte?

Se você é dessas mulheres que não saem de casa sem a camisinha na bolsa, saiba que você, com certeza, é exceção. Até mesmo as mulheres que têm um namorado  xo podem simplesmente esquecer de levar o preservativo na bolsa e, na hora H, vão sem ele mesmo. A boa notícia é que, hoje em dia, existe uma solução que pode não combater doenças sexualmente transmissíveis, mas que pode prevenir uma gravidez indesejada. É o caso da pílula do dia seguinte, um medicamento que traz uma série de dúvidas a nós, mulheres, e também aos homens.

A pílula impede a fecundação do óvulo, por isso, não pode ser abortiva. Mas o remédio tem prazo para ser tomado, ou seja, até 72h após a relação, ele fará efeito. Porém, o ideal é tomar no dia seguinte, no máximo, dois dias depois, para garantir a e cácia do remédio. Outro fato que muitas pessoas não sabem é que a pílula pode ser tomada com frequência sem prejudicar a saúde da mulher, mas, como ela é um medicamento para ser usado como emergência, o melhor é não substituir os métodos contraceptivos convencionais pelos de emergência.

Camisinha é essencial!

Apesar da pílula ser uma excelente forma de não engravidar, ela não funciona como prevenção das DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis). A Doutora Regina Figueiredo, articuladora nacional da Rede de Informações de Contracepção de Emergência, conta que ainda não existe melhor forma de prevenir-se que o uso da camisinha. "A pílula do dia seguinte é um excelente método contraceptivo, e, em relação aos contraceptivos convencionais, a pílula do dia seguinte é mais segura em relação a problemas de saúde que possam ocorrer ao longo do tempo. Desde que usada corretamente, não existem contraindicações para seu uso", conta. Mesmo com esta segurança, a pílula não impede a transmissão de vírus e bactérias que ocasionam doenças nas regiões íntimas e internas.

A pílula e seus efeitos

O uso da pílula pode ocasionar náuseas, dores de cabeça e nas mamas, nas 24h seguintes ao seu uso. Este desconforto é normal e atinge apenas 30% das mulheres que usufruem da pílula. Além disso, a pílula não desregula o ciclo menstrual, como fazem alguns contraceptivos convencionais. Em casos raros, pode ocorrer alguma variação no mês do uso, mas, no mês seguinte, a menstruação volta ao normal. Ao visitar seu médico, converse sobre seu interesse e tire suas dúvidas antes de adotar esta pílula como seu anticoncepcional.

 

 
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